terça-feira, 11 de março de 2014

Seria mesmo necessário?

É necessário mesmo acessar redes sociais todos os dias? Não sei!
Mas sem acessar estou vendo um outro mundo, até a vida com outros olhos, consegui ler mais páginas do meu livro em paz, evidentemente. Não que me incomodem, pois as pessoas quais tenho contato são meus amigos, mas a curiosidade em ver quem enviou aquela, a outra e a outra mensagem é grande, de quem postou aquela linda foto é maior ainda e aquela matéria interessante sobre um assunto relevante.
Talvez eu descubra quem realmente se importa, quem não, sei lá, ainda mais nesse momento qual passo onde as pessoas tentam julgar-me de todos os lados e formas. Chato, um saco.
Estou ficando cansada da 'rotina', dos mesmos lugares, das mesmas conversas, do mesmo tipo de pessoa...ahhh cansei. E com isto, domingo fiz algo que me propus neste ano: conhecer 'coisas' novas, ver pessoas que estão em busca da mesma vibe que a minha: ficar em paz para poder prosseguir, na luta de todos os dias. E depois desse dia estou me perguntando: Seria mesmo necessário?



segunda-feira, 21 de maio de 2012

Fútil

Que saco ! Vocês são algum tipo de Deus ? Já sei juiz ? O Diabo?
Gente, a Xuxa dizer que foi molestada na infância é mais importante para vocês, do que denunciar abusos com o seu dinheiro por exemplo ? Meu, na boa, vai mudar O QUE, O QUE, você postar fotos dela bolinando uma criança, em um filme? Irônico, a Rainha dos Baixinhos neh rs. Eu até entendo a indiguinação. Mas, chega neh galera ... preocupe-se com o que realmente importa !

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Sexto Sentido

Algo zumbia no meu ouvido, eu nem dei bola, mas não sosseguei, continuei a procurar mostrando desinteresse.
Até que ... TCHANÃN.. achei, meio que sem querer, juro! Lá estava a resposta do meu sexto sentido.
Sinto-me um pouco chateada porque sou uma estupida que sempre espera que as pessoas façam o que eu faria .... preciso parar com isso !

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Um Apólogo


Era uma vez uma agulha, que disse a um novelo de linha:
— Por que está você com esse ar, toda cheia de si, toda enrolada, para fingir que vale alguma cousa neste mundo?
— Deixe-me, senhora.
— Que a deixe? Que a deixe, por quê? Porque lhe digo que está com um ar insuportável? Repito que sim, e falarei sempre que me der na cabeça.
— Que cabeça, senhora?  A senhora não é alfinete, é agulha.  Agulha não tem cabeça. Que lhe importa o meu ar? Cada qual tem o ar que Deus lhe deu. Importe-se com a sua vida e deixe a dos outros.
— Mas você é orgulhosa.
— Mas por quê?
— É boa!  Porque coso.  Então os vestidos e enfeites de nossa ama, quem é que os cose, senão eu?
— Você?  Esta agora é melhor. Você é que os cose? Você ignora que quem os cose sou eu e muito eu?
— Você fura o pano, nada mais; eu é que coso, prendo um pedaço ao outro, dou feição aos babados...
— Sim, mas que vale isso? Eu é que furo o pano, vou adiante, puxando por você, que vem atrás obedecendo ao que eu faço e mando...
— Também os batedores vão adiante do imperador.
— Você é imperador?
— Não digo isso. Mas a verdade é que você faz um papel subalterno, indo adiante; vai só mostrando o caminho, vai fazendo o trabalho obscuro e ínfimo. Eu é que prendo, ligo, ajunto...
Estavam nisto, quando a costureira chegou à casa da baronesa. Não sei se disse que isto se passava em casa de uma baronesa, que tinha a modista ao pé de si, para não andar atrás dela. Chegou a costureira, pegou do pano, pegou da agulha, pegou da linha, enfiou a linha na agulha, e entrou a coser.  Uma e outra iam andando orgulhosas, pelo pano adiante, que era a melhor das sedas, entre os dedos da costureira, ágeis como os galgos de Diana — para dar a isto uma cor poética. E dizia a agulha:
— Então, senhora linha, ainda teima no que dizia há pouco?  Não repara que esta distinta costureira só se importa comigo; eu é que vou aqui entre os dedos dela, unidinha a eles, furando abaixo e acima...
A linha não respondia; ia andando. Buraco aberto pela agulha era logo enchido por ela, silenciosa e ativa, como quem sabe o que faz, e não está para ouvir palavras loucas. A agulha, vendo que ela não lhe dava resposta, calou-se também, e foi andando. E era tudo silêncio na saleta de costura; não se ouvia mais que o plic-plic-plic-plic da agulha no pano. Caindo o sol, a costureira dobrou a costura, para o dia seguinte. Continuou ainda nessa e no outro, até que no quarto acabou a obra, e ficou esperando o baile.
Veio a noite do baile, e a baronesa vestiu-se. A costureira, que a ajudou a vestir-se, levava a agulha espetada no corpinho, para dar algum ponto necessário. E enquanto compunha o vestido da bela dama, e puxava de um lado ou outro, arregaçava daqui ou dali, alisando, abotoando, acolchetando, a linha para mofar da agulha, perguntou-lhe: costura; não se ouvia mais que o plic-plic-plic-plic da agulha no pano. Caindo o sol, a costureira dobrou a costura, para o dia seguinte. Continuou ainda nessa e no outro, até que no quarto acabou a obra, e ficou esperando o baile.
Veio a noite do baile, e a baronesa vestiu-se. A costureira, que a ajudou a vestir-se, levava a agulha espetada no corpinho, para dar algum ponto necessário. E enquanto compunha o vestido da bela dama, e puxava de um lado ou outro, arregaçava daqui ou dali, alisando, abotoando, acolchetando, a linha para mofar da agulha, perguntou-lhe:
— Ora, agora, diga-me, quem é que vai ao baile, no corpo da baronesa fazendo parte do vestido e da elegância? Quem é que vai dançar com ministros e diplomatas, enquanto você volta para a caixinha da costureira, antes de ir para o balaio das mucamas?  Vamos, diga lá.
Parece que a agulha não disse nada; mas um alfinete, de cabeça grande e não menor experiência, murmurou à pobre agulha: 
— Anda, aprende, tola. Cansas-te em abrir caminho para ela e ela é que vai gozar da vida, enquanto aí ficas na caixinha de costura. Faze como eu, que não abro caminho para ninguém. Onde me espetam, fico. 
Contei esta história a um professor de melancolia, que me disse, abanando a cabeça:
— Também eu tenho servido de agulha a muita linha ordinária!

Machado de Assis

Texto extraído do livro "Para Gostar de Ler - Volume 9 - Contos", Editora Ática - São Paulo, 1984, pág. 59.
Conheça o autor e sua obra visitando "Biografias".


http://www.releituras.com/machadodeassis_apologo.asp




terça-feira, 8 de maio de 2012

Cética ?

Não posso ser cética com relação ao amor que sinto por ele, posso não ser romantica, ficar em cima, dar atenção exagerada, mas gosto muito dele!

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Atitude


"Por vezes, gostaria que minhas palavras fossem punhos e que delas saíssem socos.[...]"

Marcos Bagno - Preconceito Linguístico 

sábado, 21 de abril de 2012

Início

A vontade escrever volta a inundar meu ser.
Essa necessidade de dividir com o mundo os meus pensamentos, vem de uma forma mais madura.
Como disse para uma colega ontem: "Escreva para você, se os outros vão gostar ou não: foda-se"